Em uma das suas primeiras decisões que foram tomadas logo depois que assumiu o seu cargo, o diretor da Polícia Federal, Márcio Nunes de Oliveira, decretou que houvesse a alteração do comandante que estava sendo responsável pelo setor que deveria investigar Jair Bolsonaro. O Caio Rodrigo Pellim substituirá Luiz Flávio Zampronha na chefia da direção de Investigação e Combate à Corrupção (Dicor). Em suma, essa não é a primeira vez que Bolsonaro tem ligações com direitos que fazem trocas nos comandantes de ações da polícia federal.
Bolsonaro é investigado por ter atuado com esquemas de raspadinha durante o tempo em que estava atuando como deputado federal. E não é somente ele quem fazia parte como também os seus filhos mais velhos, inclusive o Flávio que teria comprado uma mansão que declarou ter custado na faixa de R$ 6 milhões – mas nos documentos consta que teria gasto o valor de R$ 13 milhões para a aquisição do seu bem no ano de 2021, que está muito acima do que o seu salário poderia pagar.
A troca do comandante do setor já estava sendo esperada desde que houve a entrada do diretor no dia 25 de fevereiro.
Neste ano, Bolsonaro deve ser um dos principais candidatos para as eleições de 2022 e deve concorrer lado a lado contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisas que foram liberadas pelo portal do Ipespe e do Poder 360 mostram que Lula já conta com cerca de 21,5% de todos os eleitores de Jair Bolsonaro até outubro.
