Durante a última terça-feira (01), os motoristas de ônibus de São Vicente começaram uma greve em que devem funcionar de modo parcial durante o dia e de 100% nos horários de pico. Em suma, a decisão foi tomada após uma ordem judicial como forma de garantir que os trabalhadores do setor não iriam prejudicar os passageiros que precisam andar de ônibus todos os dias para trabalhar.
O serviço já contou com uma paralisação durante o dia 21 de janeiro mas teve que parar após uma audiência com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando realizaram uma negociação com o setor e o juiz pediu que eles esperassem até o dia 31 de janeiro para começar uma nova greve se a situação em que eles estavam solicitando não fosse atendida.
O grupo estava pedindo um aumento do salário de acordo com a inflação que terminou o mês de dezembro a 10,06% ao ano e também deseja um aumento real do vale alimentação. A empresa também havia prometido que os colaboradores do setor teriam direito ao plano de saúde, mas não cumpriu com nada do que foi acordado.
São Vicente tem histórico de greves
Os funcionários do Otrantur haviam começado uma greve no dia 10 de janeiro com o argumento de que os salários estavam atrasados desde o dia 30 de dezembro e que queriam receber os valores que deveriam ser pagos pela marca. Deste modo, no mesmo dia em que o movimento começou, nenhum ônibus saiu da garagem e muitos moradores da cidade de São Vicente foram prejudicados.
