Nesta sexta-feira (04), o subprocurador-geral Lucas Furtado pediu para que o TCU, Tribunal de Contas da União, declarasse a indisponibilidade dos bens do ex-juiz Sérgio Moro devido à sonegação de impostos com a União. O caso tem relação com o fato de que o mesmo estava prestando consultorias que estavam em processos judiciais e que deveria ter recebido o valor de R$ 700 milhões para ir contra o interesse público e desviar tributos. A consultoria Alvarez & Marsal auxiliava as empresas que foram denunciadas pela operação Lava Jato no processo de recuperação.
Furtado argumenta que o ex-juiz não foi contratado pela consultoria como CLT e por isso não tem registros na sua carteira de trabalho. No entanto, ele estava atuando como pessoa jurídica para a marca e, como consequência, também conseguiu fazer com que tivesse uma tributação menor que a pessoa física. O TCU, neste caso, seria competente para lidar com a situação porque houve uma pejotização e envolveu dinheiro público.
Moro sem respostas
Moro está sendo procurado por jornais como o CNN e o G1, no entanto, não se manifestou até o momento. Após ter ido contra o interesse do estado em ajudar empresas denunciadas pela Lava Jato, ele afirmou nesta semana que pretende se candidatar para presidente da República e uma das suas primeiras ações será a privatização da Petrobras com o argumento de que a estatal estaria tendo a função de atrasar o país. As pesquisas de intenção de voto publicadas pelo UOL mostram que ele tem apenas 8% de público.
