Durante essa quarta-feira (23), o Tribunal de Contas da União (TCU) voltou a pedir que a Procuradoria-Geral da República (PGR) bloqueie os bens do ex-juiz Moro devido ao fato de que ele teria sonegado impostos e ido contra o que é de interesse público quando estava trabalhando para o Estado. Uma das acusações é sobre o fato dele ter recebido mais de R$ 811 mil em apenas um mês com consultoria para as empresas que estavam sendo investigadas pela Lava Jato ao mesmo tempo em que não declarou esse valor.
De acordo com o que foi informado pela CNN, Moro teria sido contratado pela Alvarez & Marsal como pessoa jurídica e, assim sendo, não teria nenhum tipo de vínculo empregatício com a instituição em caso de investigação. Ao ter sido questionado sobre o fato de terem emitido valores milionários em notas fiscais para a instituição, ele argumentou que se tratava de apenas um erro técnico.
Durante o ano de 2021, Moro também estava sendo investigado sobre o fato de não ter sido imparcial com o julgamento do petista Luiz Inácio Lula da Silva, que voltou a ser considerado como ficha limpa ao mesmo tempo em que pode se candidatar para as eleições do ano de 2022 porque não existem provas o suficiente de que o triplex que estava no nome do petista tenha sido comprado com o desvio de verbas públicas.
Moro teria auxiliado as empresas que até então estavam sendo investigadas pela Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.
