Durante a última quinta-feira (17), o estado de São Paulo publicou um novo decreto afirmando que não era mais necessário fazer o uso de máscara em locais fechados. O que acontece é que o decreto levantou uma série de dúvidas sobre onde ainda está liberado e onde que se deve usar. Foi determinado que as escolas devem continuar fazendo o uso como forma de proteção aos menores de idade e o mesmo foi determinado para hospitais e farmácias.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirmou que o novo decreto permite que os estudantes não façam o uso de máscaras no ambiente escolar – apesar de recomendar o seu uso. Então, acreditam que o governador Dória estaria apenas tomando a decisão mesmo sendo contra, apenas com intuito de conseguir atrair votos para as eleições que estão previstas para acontecer em outubro deste ano. O mesmo deveria estar concorrendo para presidente da república contra Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro.
Dória, governador, havia decretado que o final das obrigações de uso de máscara no estado de São Paulo estaria previsto para acontecer somente no final do mês de março caso não houvesse um pico de casos de infecções da Covid-19. A decisão foi tomada com agentes da saúde que iriam analisar o número de internados nos leitos de UTI, Unidade de Terapia Intensiva, e de vacinados.
Em suma, a decisão acabou vindo antes do que era esperado devido ao fato de que outros estados também estariam fazendo a aprovação do não uso de máscaras. Um exemplo disso foi Sans Catarina que já havia liberado desde o começo do mês a não obrigação tanto para locais abertos quanto fechados, principalmente para as escolas: o que fez com que os pais contestarem a decisão ao argumentar que os menores de idade estão em zonas de risco ao ficarem aglomerados dentro de uma sala de aula.
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) aproveitou a situação para mostrar dados de estudos que já foram realizados e que mostram a importância do uso de máscara por um tempo maior como forma de garantir a saída dos servidores.
O estado de São Paulo, entretanto, vai contra o que está sendo previsto pelo Sindicato e argumenta que já ouviu a opinião de especialistas sobre o assunto.
A maior parte dos estados no Brasil estão tomando decisões que sejam mais flexíveis em relação aos cuidados com a pandemia, devido ao fato de que ao menos 80% de toda a população já havia sido vacinada. O Brasil atingiu a marca de 29,5 milhões de casos registrados em apenas dois anos.
