Durante a segunda-feira (21), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou o pastor de São Paulo, Osório José Lopes por estar praticando o crime de estelionato, que acontece quando um determinado indivíduo oculta alguma informação a fim de ser beneficiado com algo como um edital ou concurso público enquanto outro setor acaba sendo prejudicado.
Um exemplo de estelionato no Brasil, que foi bastante praticado desde o ano de 2020, era menti sobre a renda para receber o Auxílio Emergencial enquanto os cofres públicos estavam perdendo verbas. Outro tipo de estelionato é ocular renda e cor de pele como forma de ter cotas em concursos públicos.
O homem estaria usando o dinheiro que ganha com os dízimos da igreja em que trabalhavam como forma de desviar dinheiro para a sua conta bancária. Ele teria ocasionado um prejuízo de mais de R$ 297 mil para os cofres da instituição. A população pagava o dízimo acreditando que o valor estaria sendo usado para programas sociais e até mesmo para as melhorias da instituição.
O pastor Osório estava usando a palavra de Deus como forma de ludibriar os seus fiéis a pagarem mais dízimos enquanto o mesmo estava fazendo os desvios. Esse tipo de prática acaba sendo bastante comum dentro de igrejas, principalmente aquelas de maior porte em que há maior entrada e saída de dinheiro e reservas.
A promotora Daniele Maciel da Silva ainda acusou o pastor de estar fazendo o uso de suas redes sociais como forma de atrair mais fiéis ao publicar vídeos que abordam mais sobre a palavra de Deus e pedir que as pessoas fizessem o compartilhamento. O homem também, conseguia atrair as pessoas usando o seu canal do Youtube que já contava com ao menos 100 mil inscritos.
Além do crime de estelionato que está sendo acusado pelo Ministério Público, o homem estaria praticando a lavagem de dinheiro, que se trata de criar técnicas para ocultar a verdadeira origem de determinado valor na conta bancária ou em bens. Geralmente, a lavagem de dinheiro conta com o envio de quantias para contas de laranjas que nem sempre estão cientes disso de forma clara.
O religioso já havia sido detido entre o mês de maio e setembro do ano de 2018, quando aconteceram as eleições para presidente da república, mas isso não foi o suficiente para fazer parar de aparecer escândalos.
A maior parte dos crimes do homem estavam acontecendo no estado de Goiás, mas o mesmo também conseguiu atrair fiéis de todo o Brasil.
O Pastor tentou se defender das denúncias ao argumentar que teria investido o valor da igreja em promessas de que teria o retorno de valores bilionários. Ou seja, o valor iria retornar para os cofres da igreja mas em maior quantidade quando tivesse o retorno de suas aplicações.
