Uma pesquisa publicada pelo Datafolha durante a manhã desta segunda-feira (28) mostra que ao menos 75% de todos os brasileiros acreditam que Jair Bolsonaro foi um dos culpados pela alta da inflação. A pesquisa havia sido compartilhada pelo portal do Estadão e somente posteriormente pelo site da desenvolvedora da análise. Do grupo que acredita que o mesmo tem pouca responsabilidade, estima-se que a porcentagem seja de 39% enquanto ao menos 36% acreditam que ele tem muita responsabilidade.
A alta da inflação acontece quando o preço dos produtos aumentam enquanto o salário mínimo continua estagnado, fazendo assim, com que o cidadão brasileiro perca o seu poder de compra. A margem de erro na pesquisa é de ao menos dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Um exemplo: um saco de arroz custava R$ 10, mas agora está a R$ 20 por causa da inflação alta. Antes, se podia comprar 10 sacos com o valor de R$ 100, mas agora se pode apenas 5 com a mesma nota.
Levantamento que foi realizado pelo Datafolha conta com dados que foram preenchidos e formulados desde a terça-feira (22) até a quarta-feira (23) e contou com ao menos 2.556 eleitores em cerca de 181 cidades espalhadas em todo o país.
Segundo os dados que foram liberados pela manhã, estima-se que ao menos 3% dos eleitores não sabem dizer qual a relação de Jair Bolsonaro sobre a elevada inflação que teria terminado o ano de 201 a 10,06% e que estava com a décima primeira semana de alta consecutiva, de acordo com o Boletim Focus, para o ano de 2022, sendo de 6,89%.
Na semana passada, o Banco Central teria elevado as suas expectativas para a inflação do ano de 2022, saindo de ao menos 4,7% ao ano para cerca de 7,1%. O o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alto faz com que o cidadão tenha que pagar mais sobre o litro da gasolina e no preço dos alimentos. Uma das causas da variação expressiva no ano de 2022 está sendo sobre a guerra que está acontecendo entre a Ucrânia e a Rússia.
As metas de inflação para o ano de 2022, definidas apenas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), são menores que o Focus predeterminou, sendo o esperado na faixa de 3,5%.
Como forma de controlar a variação do valor do IPCA, o BC está realizando um aumento expressivo da taxa de juros da Selic, que já está em 11,75% e pode ir para ao menos 13% ao ano. O aumento da taxa Selic deve priorizar os investidores e mais ricos enquanto prejudica aos mais pobres:
- Com os juros mais altos, os bancos pagam mais para quem investir. No entanto, a tendência é que apenas pessoas do exterior, classe média e alta consigam aplicar valores que sejam satisfatórios para conseguir viver apenas de juros e renda passiva.
- Em compensação, os bancos precisam cobrar mais juros de quem pede empréstimo e financiamento para conseguir devolver a indivíduos que estão investindo (acima de classe média). O que acontece é que os pobres possuem a maior tendência de pedir empréstimos e financiamentos porque não conseguem comprar um carro ou moradia com uma entrada que seja alta.
- Maiores juros fazem com que os investidores do exterior começam a aplicar no Tesouro Direto do Brasil e isso garante que o país tenha maior retorno em dólar, conseguindo controlar o preço da moeda que estava com estimativa para terminar o ano de 2022 cotada a cerca de R$ 5,3 mas já está em R$ 4,75.
Países como Argentina também tiveram a alternativa de aumentar a taxa de juros durante a pandemia para controlar a inflação e o preço do dólar, fazendo com que fosse para uma porcentagem de 44%.
Bolsonaro, atualmente, é um dos principais candidatos para as eleições de presidente da República. Neste ano de 2022, a partir de outubro, o mesmo deverá concorrer lado a lado contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes e João Dória, os três são representantes de grupos de esquerda.
