Os casos de hepatite aguda já chegaram ao Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, já foram registrados 348 casos possíveis da doença.
Segundo a OMS, os casos já chegaram a 20 países, com 70 casos adicionais de outros 13 lugares que estão à espera da conclusão dos testes.
Hepatite aguda no Brasil: 16 casos são investigados
No Brasil, pelo menos 16 casos suspeitos estão sendo investigados em:
- São Paulo
- Paraná
- Rio de Janeiro
- Espírito Santo
- Santa Catarina
- Pernambuco
Em São Paulo, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), são sete casos suspeitos de hepatite aguda nos municípios de:
- São Paulo
- São José dos Campos
- Fernandópolis
Dos sete casos, dois pacientes estão internados, mas evoluem bem.
O que se sabe sobre a doença
Os casos de hepatite aguda ainda são um mistério, mas os estudos já tiveram alguns avanços.
A princípio, a doença afeta principalmente as crianças, e seu surgimento pode ter relação com o adenovírus e a infecção por Covid-19.
De acordo com Philippa Easterbrook, do programa mundial da OMS sobre a hepatite, na última semana ocorreram alguns avanços importantes nas pesquisas.
No momento, a OMS qualifica o surto de inflamação hepática grave como hepatite aguda de origem desconhecida.
Além disso, os vírus comuns da hepatite não foram encontrados em nenhum dos casos até o momento.
Por fim, a OMS informou que é importante destacar que não há nenhum indício da hepatite ter relação com a vacina contra a covid-19.
Veja quais são os sintomas
De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, os sintomas da doença incluem:
- Elevada taxa de enzimas hepáticas;
- Vômito;
- Diarreia;
- Dores abdominais.
Além disso, exames de laboratório já descartaram a possibilidade da doença ser provocada por vírus já conhecidos da hepatite, como por exemplo a A, B, C, E e D.
Ao que se sabe até o momento, a hepatite aguda grave tem afetado crianças entre 1 e 10 anos, sendo que seis pacientes já tiveram que passar por uma cirurgia de transplante de fígado.
Felizmente, não há relato de mortes em decorrência da doença.
Em nota, a OMS afirma que está monitorando de perto a situação.
“A OMS ESTÁ MONITORANDO DE PERTO A SITUAÇÃO COM OUTROS ESTADOS MEMBROS E O REINO UNIDO E PARCEIROS PARA CASOS COM PERFIS SEMELHANTES E PEDE AOS MEMBROS DA ORGANIZAÇÃO PARA ESTAREM ATENTOS E REPORTAREM CASOS SEMELHANTES”.
