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Coronavírus: estudo mostra que 50% das pessoas infectadas tiveram sequelas da covid-19

A pesquisa acompanhou 646 pacientes com coronavírus por 14 meses. Desses, 324 tiveram sequelas da covid-19 após estarem livres do vírus.

Por Renata Nicolli

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Nesta quarta-feira (11), um estudo divulgado pela Fiocruz Minas sobre as sequelas da covid-19 mostrou que pelo menos 50% dos indivíduos que tiveram a doença sofreram com os efeitos do vírus posteriormente, o chamado covid longa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Ao todo, a pesquisa acompanhou 646 pacientes com coronavírus por 14 meses. Desses, 324, cerca de 50% do total, tiveram sintomas mesmo após estarem livres do vírus.

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Sequelas da covid-19 no Brasil: saiba quais são as mais comuns

Conforme a pesquisa realizada pela Fiocruz Minas, as sequelas da covid-19 mais comuns durante o período do estudo foram:

  • Fadiga – 115 pessoas (35,6%);
  • Tosse persistente – 110 pessoas (34%);
  • Dificuldade para respirar –  86 pessoas (26,5%);
  • Perda de olfato ou paladar –  65 pessoas (20,1%);
  • Dores de cabeça frequentes – 56 pessoas (17,3%).

Além disso, pacientes também relataram insônia, ansiedade e tontura. No entanto, o número de casos foi pequeno.

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Sequelas graves como trombose foram observadas em 6% dos pacientes.

Período de sequelas

O período dos sintomas após o fim da infecção aconteceram em pacientes infectados com coronavírus grave, moderado ou leve, e muitas das sequelas persistiram durante os 14 meses de estudo.

De acordo com a pesquisadora Rafaella Fortini, o estudo ainda continua acompanhando alguns indivíduos, pois os sintomas persistiram além dos 14 meses.

Constatamos ainda que a presença de sete comorbidades, entre elas hipertensão arterial crônica, diabetes, cardiopatias, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e tabagismo ou alcoolismo levou à infecção aguda mais grave e aumentou a chance de ocorrência de sequelas”, explicou a coordenadora do estudo.

Além disso, o resultado do estudo feito pela Fiocruz mostram que ainda não se sabe todos os efeitos que o coronavírus pode provocar no corpo. 

Por que acontece? De que forma ela age no organismo? As respostas para esses questionamentos vão nos permitir entender a fisiopatologia da Covid longa, nos dando condições de resolver essas sequelas de maneira adequada”, finalizou Rafaella. 

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