Uma menina de 9 anos escreveu em seu diário a frase “Meu pai já transou comigo” para revelar à mãe que era abusada sexualmente pelo pai em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, Minas Gerais. O homem de 33 anos foi preso e confessou o crime.
O pai e a mãe da vítima são separados e a criança costumava visitar o homem a cada 15 dias. Ele vivia com a mãe e avó da garota, mas aproveitava quando a mulher estava dormindo ou fora de casa para cometer os abusos.
Menina abusada pelo pai pediu diário
De acordo com a Polícia Civil, pouco antes de seu aniversário, a vítima pediu de presente um diário e ganhou no dia 9 de maio. Dois dias depois, quando a mulher foi desejar boa noite para a filha, a criança contou que havia escrito um segredo “muito grande” em uma folha e que ninguém poderia saber.
A mãe então foi conferir o que a filha havia dito. Ao passar uma luz específica para ler o que havia sido escrito com uma caneta invisível, em uma página intitulada “Alguns segredos meus”, a mulher se deparou com a frase “Meu pai já transou comigo”. Assustada, ela questionou a menina sobre a afirmação.
Conforme a delegada responsável pelo caso, Nicole Perim Martins, a criança então contou que era abusada sexualmente pelo pai há cerca de um ano, que ele costumava passar o órgão sexual em seu corpo, dar beijos em suas partes íntimas e mostrar vídeos pornográficos afirmando que gostaria de fazer o mesmo com ela.
A menina abusada pelo pai ainda explicou à mãe que pedia para ele parar e falava que aquilo era errado. No entanto, o homem a segurava pelo braço e afirmava que seria preso caso ela contasse para alguém.
Ainda conforme a polícia, o homem negou o crime ao ser preso, mas posteriormente acabou confessando ter abusado sexualmente da filha por um período aproximado de um ano. Ele ainda alegou que fazia uso de álcool, maconha e cocaína e que estava sempre sob o efeito de drogas.
Para a lei brasileira qualquer ato libidinoso praticando contra menores de 14 anos, com ou sem consentimento, e independente do fato de ter ocorrido ou não conjunção carnal é considerado estupro de vulnerável. Pessoas que não possuem o discernimento necessário para a prática do ato também são consideradas vulneráveis.
Em em Pitangui, no Centro-Oeste de Minas Gerais, uma mãe foi presa por suspeita de envolvimento em abusos sexuais contra sua própria filha.
