Um homem de 39 anos foi preso por suspeita de envolvimento no ataque a escola do Paraná (PR) – que deixou o casal de estudantes Karoline Verri Alves, de 17 anos, e Luan Augusto, de 16, mortos – na manhã de segunda-feira (26). Ele é a quinta pessoa suspeita de ligação com o crime.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), o homem foi detido em Rolândia, cidade vizinha a Cambé. Outros dois suspeitos, de 35 e 21 anos, foram presos no mesmo município e um de 18 anos em Gravatá, Pernambuco.
Em nota, a secretaria informou que assim que as investigações sobre o ataque a escola do PR foram concluídas, a Polícia Civil irá apresentar a dinâmica dos fatos e o motivo das prisões.
Morte do atirador
O atirador de 21 anos que matou os dois alunos do Colégio Estadual Helena Kolody, em Cambé, foi encontrado morto na prisão em Londrina, na mesma região do estado, no dia seguinte aos assassinatos.
A causa da morte não foi divulgada, mas a Polícia Militar afirma que ele se enforcou.
O Departamento de Polícia Penal do Paraná (Depen) instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do atirador. A investigação será acompanhada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Em entrevista, Marcelo Gaya, advogado do autor do ataque a escola afirmou que, antes de morrer, o rapaz contou que teve um mentor para cometer o crime, mas que não seria o suspeito que estava preso junto com ele.
O defensor ainda revelou que o cliente confirmou que não conhecia as vítimas e que “escolheu o menino mais alto e a menina mais bonita” para matar.
Em depoimento, o atirador declarou que resolveu cometer o crime no Colégio Estadual Helena Kolody porque sofria bullying quando estudava no local até 2014.
Ele também contou para a polícia que:
- tinha intenção de executar o crime há pelo menos quatro anos, mas que devido às condições financeiras precisou esperar;
- a arma do crime foi comprada em Rolândia, há pouco mais de um mês, por R$ 4,5 mil.
Ataque a escola do Paraná
Segundo a polícia, o ex-aluno conseguiu entrar na escola, no dia 19 de junho, após alegar que precisava retirar seu histórico escolar. Já dentro da instituição, ele foi ao banheiro e ao sair iniciou o ataque.
O coronel Hudson Teixeira, secretário de Segurança Pública do Paraná (Sesp), afirmou que primeiro o assassino efetuou disparos de arma de fogo em um dos corredores do colégio e, na sequência, seguiu até onde estavam os alunos que participavam da aula de Educação Física.
Luan e Karoline jogavam ping-pong quando foram baleados na cabeça pelo atirador. Ela morreu na hora, enquanto Luan foi socorrido e levado em estado gravíssimo para o Hospital Universitário de Londrina e morreu na madrugada de terça-feira (20).
Conforme testemunhas, o atirador tentou cometer suicídio ainda dentro da escola, mas a arma travou e ele foi imobilizado por um homem que escutou os disparos de arma de fogo e correu para o colégio.
