O ataque a uma escola de Cambé, no Paraná (PR), deixou uma aluna de 17 anos morta e outro estudante gravemente ferido nesta segunda-feira (19). A vítima fatal foi identificada como Karoline Verri Alves, ela era namorada de Luan Augusto, que está internado.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o casal foi atingido dentro do Colégio Estadual Professora Helena Kolody por um ex-aluno de 21 anos. O homem foi até o local alegando que precisava solicitar o histórico escolar, mas já dentro da unidade, abriu fogo contra os namorados que jogavam ping-pong durante a aula de educação física.
Karoline foi baleada na cabeça e morreu no local. Luan foi socorrido e levado para o Hospital Universitário de Londrina (HU), cidade vizinha, onde permanece internado em estado gravíssimo.
Em coletiva de imprensa, o delegado Amarantino Ribeiro, da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, informou que o suspeito foi contido por um familiar de outro estudante que estava no local quando o ataque à escola ocorreu. O homem não teve a identidade revelada.
“A pessoa que ajudou a segurar o atirador é parente de um aluno do colégio. Até onde apuramos, ele ouviu os disparos e correu pra lá. Essa foi a reação dele, de conter o assassino”, disse Ribeiro.
Após ser imobilizado, o assassino foi entregue à Polícia Militar, que chegou para atender a ocorrência.
Ainda conforme a PM, junto com o autor do ataque a escola de Cambé (PR) foram apreendidos uma machadinha, a arma usada para cometer o crime e carregadores de revólveres.
Já a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que o homem também estava em posse de um caderno com anotações sobre ataques em escolas, entre eles, o caso de Suzano (SP) e o Massacre de Columbine, nos Estados Unidos.
“Ele estudou e fez todo o planejamento. É uma raiva, uma mágoa, que foi potencializada ao longo dos anos, já que estudou lá em 2014”, explicou o secretário de segurança, coronel Hudson Leôncio Teixeira.
O secretário também contou que o atirador já havia sido denunciado à Justiça por esfaquear um aluno em um colégio de Rolândia, cidade na mesma região do estado, em 2022. “O inquérito foi aberto, mas ele fugiu”, disse Teixeira.
A Sesp ainda divulgou que:
- o autor do crime disse aos policiais que tinha intenção de executar o crime há pelo menos quatro anos, mas que devido às condições financeiras precisou esperar;
- a arma do crime foi comprada em Rolândia, há pouco mais de um mês, por R$ 4,5 mil
- a família do assassino informou que ele é esquizofrênico e que faz tratamento para a doença.
Em março deste ano, um aluno esfaqueou e matou uma professora na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo.
