O túmulo da mãe do ex-prefeito de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul (MS), Humberto Amaducci (PT), foi violado poucos dias após o sepultamento da idosa de 81 anos. O corpo de Zilá Ramos Amaducci foi encontrado desenterrado e parcialmente nu durante a manhã do último sábado (8).
Na quarta-feira (12), a Polícia Civil conseguiu localizar imagens registradas pelas câmeras de segurança do local que mostram o suspeito se aproximando do cemitério durante a madrugada. A gravação e um boné esquecido dentro do caixão são usados para auxiliar na identificação do homem.
De acordo com a administração do cemitério municipal, o suspeito quebrou o concreto do túmulo da mãe do ex-prefeito usando um vaso que pegou em uma lápide vizinha e arrastou o caixão por aproximadamente cinco metros.
Quando os funcionários chegaram pela manhã, eles se depararam com o cadáver de lado dentro do ataúde e despido da cintura para baixo.
O caso é investigado como vilipêndio de cadáver. Segundo o delegado que cuida do caso, cerca de dez dias antes do crime contra Zilá, um outro corpo enterrado no mesmo cemitério foi vilipendiado. Na ocasião, parte dos ossos de uma pessoa enterrada há 15 anos foram roubados. As principais hipóteses são crime de religião e de necrofilia.
O corpo da idosa será submetido a um exame no Instituto Médico Legal (IML) para constatar se ele foi violentado. Além disso, o boné foi encaminhado para a perícia para extração de material biológico que será comparado em um banco de dados da polícia.
No início deste anos, o túmulo do criminoso Lázaro Barbosa foi violado em Cocalzinho de Goiás, município de Goiás. Dois meses depois, a investigação apontou que a responsável por cavar a sepultura do serial killer foi uma adolescente de 15 anos.
Conforme o delegado responsável pelo caso da violação do túmulo de Lázaro, Rafhael Neris, a jovem afirmou que sonhava constantemente que o assassino estava vivo e por isso tomou a atitude.
Nesses sonhos, Lázaro Barbosa aparecia e pedia para que a garota o retirasse do túmulo, pois estava vivo e precisava de ajuda. A situação se estendeu até que ela convenceu o namorado de 21 anos a levá-la até o Cemitério de Cocalzinho de Goiás.
Ainda conforme o delegado, o rapaz tentou alertar a namorada de que não era certo violar um túmulo, mas ela estava “em devaneio” e insistiu muito. Neris ressalta que o jovem apenas deu carona para a garota, mas não ajudou a cavar a sepultura, o que está comprovado em vídeo.
Imagens de câmeras de segurança registraram a adolescente deixando o cemitério, suja de terra. O delegado sugeriu o não indiciamento da adolescente, uma vez que ela estaria em “surto”.
