Uma madrasta foi presa por suspeita de matar o enteado de 4 anos em Pains, na região Centro-Oeste de Minas Gerais (MG). A mulher de 34 anos e a criança viviam na mesma residência.
De acordo com a Polícia Civil, o caso começou a ser investigado depois que funcionários do hospital municipal denunciaram que a mulher levou o menino até a unidade de saúde sem os sinais vitais e com diversos ferimentos “suspeitos” pelo corpo.
Os profissionais da saúde ainda relataram que a madrasta estava muito nervosa e afirmou que a criança havia apresentado episódio de diarreia e vômito a noite toda. Ainda conforme a mulher, já durante a manhã, depois que o marido e pai do menino saiu para trabalhar, o enteado caiu repentinamente no chão.
Ela alega que chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas acabou levando o enteado para o hospital com a ajuda de vizinhos antes da chegada do socorro.
Os funcionários do hospital tentaram reanimar o menino, mas ele não resistiu.
Conforme o delegado Patrick Carvalho, responsável pelo caso, laudos preliminares de necropsia e do local do “crime apontam indícios que sugerem a possível responsabilidade da madrasta nos atos que resultaram na morte da criança”.
A madrasta foi presa preventivamente pela morte do enteado na última segunda-feira (24) e encaminhada para o sistema prisional. Ela deve ser indiciada pelo crime de homicídio qualificado. A Polícia Civil aguarda o laudo final que deverá apontar a causa do falecimento da criança.
Em maio deste ano, foi definido que Cíntia Mariano Dias Cabral, madrasta que envenenou e matou a enteada Fernanda Cabral, de 22 anos, segundo a investigação, irá a júri popular.
O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) decidiu que ela deverá responder pelos crimes de homicídio consumado contra a jovem e pela tentativa de homicídio contra o enteado, Bruno Cabral, de 16 anos.
Anteriormente, Carla Mariano, filha de Cíntia, contou que a mãe confessou ter matado Fernanda e tentado envenenar Bruno, mas não soube dizer a motivação do crime. Para a polícia, a madrasta envenenou os enteados por sentir ciúmes da relação entre eles e seu marido, com quem estava casada há seis anos.
Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, foi solta na noite no dia 20 de junho após a Justiça conceder a progressão de sua pena para o regime aberto. Condenada pela morte da enteada, ocorrida em 2008, ela estava presa há 15 anos.
Em 2017, ela chegou a progredir para o regime semiaberto e foi beneficiada com saidinhas temporárias, mas perdeu o privilégio em 2020 após ser flagrada conversando com os filhos por uma chamada de vídeo, durante atendimento por videoconferência com sua advogada.
