Uma mulher de 22 anos que estava grávida foi morta a tiros em Turvo, no sul de Santa Catarina (SC), na tarde da última segunda-feira (24). A polícia afirma que Karla Sonego da Rosa foi assassinada pelo ex-namorado de 33 anos. Ele foi preso em flagrante por feminicídio .
Segundo a investigação, o suspeito invadiu a casa da vítima no bairro Vila Menenti e atirou na cabeça da jovem. O crime ocorreu por volta das 15h, um dia antes do aniversário de 23 anos de Karla. Seu corpo foi encontrado na área de serviço da residência, onde também estavam duas crianças, seus outros filhos.
Em entrevista, o delegado responsável pelo caso, Jair Duarte, afirmou que depois de assassinar a ex, o homem mandou uma mensagem para uma pessoa confessando o crime.
Ele fugiu acompanhado de duas pessoas. Os três foram detidos e encaminhados para uma delegacia, onde o casal afirmou que não conhecia o homem e que foi abordado por ele com um pedido de carona.
A mensagem, assim como outros detalhes das investigação não foram divulgados porque o caso corre em sigilo.
Familiares relataram à polícia que o término do casal era recente e que o homem era pai da criança que Karla estava gestando há aproximadamente seis meses e de um de seus outros filhos.
Em março deste ano, uma mulher grávida foi morta a tiros em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Letycia Peixoto Fonseca, de 31 anos, estava no oitavo mês de gestação. Na ocasião, o crime foi registrado por câmeras de segurança.
Letycia chegou a ser levada a um hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos. Os médicos conseguiram fazer o parto e o bebê que nasceu com vida, porém ele acabou falecendo no dia seguinte por insuficiência respiratória e distúrbio cardiovascular. Mãe e filho foram enterrados juntos.
Poucos dias após o assassinato, o pai do bebê e companheiro de Letycia foi preso por encomendar o crime. De acordo com a Polícia Civil, o professor universitário de química Diogo Viola de Nadai, de 40 anos, a motivação do crime seja passional.
Diogo é casado formalmente com outra mulher, mas manteve um relacionamento extraconjuigal com a vítima e tinha uma união estável com ela nos últimos anos.
Segundo a investigação, ele levada uma vida dupla e não queria abrir mão do primeiro casamento por viver uma vida confortável. Ele e a esposa tinham uma loja de calçados em um shopping da cidade.
“Ela cobrava um posicionamento de Diogo para que assumisse publicamente a relação de ambos. Letycia se queixava de ele não apresentá-la à família”, disse a delegada Natália Patrão, na época.
Ela ainda completou:
“Segundo a esposa, Érica, ele tinha problemas de depressão e mantinham um relacionamento amigável. A família dele era conservadora e, segundo os amigos dele, Diogo não teria condição ou coragem de assumir o relacionamento com a jovem perante os familiares”.
