Uma policial militar foi baleada em Santos, no litoral de São Paulo, na manhã desta terça-feira (1), por volta das 6h. Ela estava dentro de uma viatura, estacionada em frente a uma padaria na esquina entre as ruas Evaristo da Veiga com a Visconte de Cayru, no bairro Campo Grande, quando foi atingida pelas costas.
Câmeras de segurança registraram o ataque. As imagens mostram que os bandidos chegaram de carro e estacionaram o veículo na rua Evaristo da Veiga. Na sequência, dois deles desceram do automóvel armados – um deles com um fuzil -, se aproximaram da viatura e atiram contra os policiais.
Os PM’s revidaram e houve troca de tiros. Os criminosos voltaram para o veículo e fugiram em direção ao Morro São Bento.
A policial militar baleada foi levada para a Santa Casa de Santos. Em nota, o hospital informou que a paciente está sendo atendida por uma equipe multiprofissional.
Pouco tempo depois, a Polícia Militar iniciou uma operação no Morro São Bento para localizar os responsáveis pelo ataque contra os PM’s. No local, um policial do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) foi baleado na perna.
Um suspeito também foi ferido durante confronto e morreu antes da chegada de socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser chamado, mas os médicos só puderam constatar o óbito.
Na última quinta-feira (27), um policial da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA) foi morto durante patrulhamento na Vila Zilda, em Guarujá, também no litoral de São Paulo. Patrick Bastos Reis, de 30 anos, foi baleado próximo ao tórax e não resistiu ao ferimento. Um segundo policial foi atingido por um disparo de arma de fogo na mão.
Após a morte do policial, as policias de São Paulo deram início a Operação Escudo com o objetivo de localizar o suspeito.
Erickson David da Silva, de 28 anos, também conhecido como ‘Deivinho’, foi preso na noite de domingo (30) após gravar um vídeo pedindo que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, ordenassem o fim da matança na comunidade.
Segundo a polícia, Erickson é utilizado como um ‘sniper’ pelos traficantes e teria atirado no soldado da Rota de uma distância de mais de 50 metros. Ele nega os crimes e afirma que estava na comunidade apenas para comprar drogas.
Durante os quatro dias de operação, doze pessoas morreram em confronto com a polícia. O número foi confirmado pela Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
Moradores da Vila Zilda, no entanto, afirmam que nem todos os mortos eram criminosos e denunciaram à Ouvidoria das Polícias, que pessoas foram torturadas e ameaçadas durante a Operação Escudo.
