Uma mãe foi presa e sua filha de 14 anos apreendida pelo sequestro e assassinato do professora Vitória Romana Graça, de 26 anos, no Rio de Janeiro. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado na comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará, Zona Oeste da cidade, na sexta-feira (11). Ela estava desaparecida desde a última quarta-feira (9).
As duas suspeitas são a ex-sogra e a ex-namorada da professora, respectivamente, e vivem na comunidade Cavalo de Aço. Elas foram localizadas no sábado (12). Ao perceberem a chegada da polícia, as duas tentaram fugir, mas foram alcançadas e capturadas em uma avenida.
De acordo com a investigação, a professora teve um relacionamento com a adolescente, mas decidiu colocar um fim no romance por achar que a mãe da menor de idade estava aproveitando o namoro para se ter benefícios financeiros.
Um amigo de Vitória relatou que a professora contou, por exemplo, que a geladeira da casa onde viviam a mãe e filha estava sempre vazia e, por isso, ela acaba comprando cesta básicas, entre outros itens, para a família.
Outra testemunha disse que no dia do crime, Vitória foi procurada pela ex-sogra e um irmão da mulher na escola em que trabalhava. Na ocasião, a pessoa perguntou sobre a motivação da visita e a professora afirmou que a suspeita havia pedido para conversar sobre o fim do namoro dela e da filha fora dali.
A testemunha chegou a pedir que Vitória tomasse cuidado e encontrasse com a ex-sogra em um lugar público, mas não adiantou.
Antes de desaparecer, a professora visitou a mãe, por volta das 21h saiu para ir ao encontro da suspeita e não foi mais vista. Na mesma noite, várias transferências foram feitas do telefone da vítima para a conta bancária do irmão da ex-sogra de Vitória. O homem ainda não foi encontrado.
Também foi constatada uma transferência da conta da professora para a conta de uma mercearia, para pagar uma compra.
Em depoimento, a mãe da professora contou que na madrugada de quinta-feira (11), por volta das 5h da madrugada, recebeu uma ligação de Vitória que estava aos prantos e dizia ter sido sequestrada. Ainda conforme a mulher, ela recebeu um pedido de resgate de R$ 2 mil para que a filha fosse libertada.
Segundo a polícia, a mãe da adolescente e ex-sogra da vítima já tinha um mandado de prisão em aberto por roubo qualificado.
Em maio, uma mãe e sua filha foram presas com 60 mil comprimidos de ecstasy e 9kg de MDMA, um análogo da anfetamina com efeitos alucinógenos, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro (RJ). A droga teve o valo estimado em cerca de R$ 4,2 milhões.
