Uma jovem de 18 anos, que não teve a identidade divulgada, morreu após ser esfaqueada no meio da rua em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, Pernambuco. O principal suspeito pelo crime é o ex-namorado da vítima.
De acordo com a polícia, ela foi encontrada ferida nas proximidades da Ladeira do Padre, no bairro de Águas Compridas, por volta das 15h40 da quarta-feira (23). A jovem chegou a ser socorrida e encaminhada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Familiares da jovem esfaqueada em Olinda não têm dúvidas de que o autor do assassinato foi o ex-namorado da garota. Segundo eles, os dois teriam discutido no dia do crime.
O caso foi registrado como feminicídio e é investigado pela Polícia Civil.
Na segunda-feira (21), um homem que afirmou ter matado a companheira de 21 anos a facadas no bairro Jardim Fragoso, também em Olinda, foi preso. Ele procurou uma unidade policial, confessou o crime e alegou legítima defesa.
No último domingo (20), um homem enviou uma mensagem de WhatsApp para o sogro informando que havia assassinado a namorada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O corpo da fonoaudióloga Aline Candalaft, de 31 anos, foi encontrado pouco tempo depois. Lucas Bonfim Lhamas, de 34, está foragido.
Na mensagem, Lucas afirmou que Aline não sentiu dor e foi assassinada com um único golpe na artéria. Ele ainda detalhou os últimos momentos de Aline com vida e contou que obrigou a namorada a admitir supostos erros e a rezar antes de ser morta.
A Polícia Militar (PM) foi acionada por volta das 8h30 e acompanhou os familiares até a casa da vítima. No local, a porta foi arrombada e eles se depararam com uma cena macabra de homicídio: Aline estava na cama, com um terço enrolado em uma das mãos e segurando papéis com trechos bíblicos escritos.
Lucas Bonfim Lhamas foi diagnosticado com esquizofrenia aos 9 anos de idade, quando começou a fazer tratamento médico para a doença. Em 15 de fevereiro de 2016, ele assassinou o próprio pai Lourival Garcia, de 50 anos, em Santo André.
Em janeiro de 2018, um laudo o diagnosticou com esquizofrenia paranoide e “incapacidade parcial para os atos da vida civil”. Em 2019, um laudo afirmou que ele deveria permanecer em regime fechado e em 2021, a perícia médica recomendou que ele saísse da internação porque não apresentava periculosidade.
