Uma mãe e seu filho foram encontrados mortos dentro de casa em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na segunda-feira (16). A idosa Maria Eugeni de Lourde Morgado Gonçalves, de 92 anos, que desapareceu há cerca de um ano, estava em estado de mumificação. O homem foi identificado como Sérgio Gonçalves Proença, de 59.
De acordo com a Polícia Militar (PM), a corporação foi acionada por um vizinho que relatou um cheiro forte vindo da residência das vítimas. Quando os policiais entraram no imóvel se depararam com o corpo da mulher mumificado em cima de uma cama e o do homem em estado de putrefação no chão da cozinha.
Segundo vizinhos dos dois, a idosa era vista diariamente no quintal da residência, mas desapareceu há aproximadamente um ano.
Alguns chegaram a chamar a polícia por estranhar o sumiço, mas quando os agentes chegavam na casa, Sérgio – que conforme eles, aparentava ter algum tipo de problema psicológico – se escondia e os policiais acabavam indo embora.
Em certa ocasião, no entanto, um vizinho conseguiu conversar com o filho da idosa e perguntou pelo paradeiro de Maria Eugeni. Sérgio então mentiu e declarou que a mãe estava em um asilo.
Entre três e quatro meses atrás, Sérgio também desapareceu. Sua última aparição foi registrada pela câmera de segurança de uma casa ao lado, quando ele saiu para levar um saco de lixo na lixeira.
Ainda de acordo com os relatos dos vizinhos, eles desconfiavam que algo ruim pudesse ter ocorrido, mas não tinham como comprovar.
Os corpos das mãe e do filho encontrados mortos dentro de casa na Praia Grande foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, a polícia não divulgou as causas das mortes de ambos e nem se foi encontrado algum sinal de violência nos cadáveres.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil investiga o caso.
Em abril deste ano, um pai e sua filha foram encontrados mortos dentro de um apartamento na vila Linda-a-Velha, em Oeiras, na região metropolitana de Lisboa, em Portugal. O que mais chamou atenção no caso, no entanto, é o fato das duas mortes terem ocorrido com cerca de 15 anos de diferença.
A situação foi descoberta depois que vizinhos da mulher, identificada como Anabela, de 50 anos, chamaram a polícia por conta de um mau cheiro que vinha da residência. Eles ainda afirmaram que não viam a moradora do local há pelo menos cinco dias.
