Os laudos preliminares sobre o caso da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, morta em Cuiabá, no Mato Grosso (MT), apontam que o corpo da vítima apresentava sinais de violência sexual. O crime ocorreu entre a noite de sábado (12) e a manhã de domingo (13).
Em coletiva de imprensa, realizada na segunda-feira (14), o delegado Marcel Gomes de Oliveira informou que o caso é tratado como feminicídio e não como estupro qualificado por homicídio.
“A gente tem já preliminarmente a necropsia testando múltiplas lesões de face, crânio, hematomas por pancadas e violência sexual”, ressaltou o delegado Ricardo Franco.
O suspeito pelo crime é o ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos, preso em flagrante por feminicídio. Ainda na segunda, ele teve a prisão convertida para preventiva.
Em depoimento, Almir declarou que dormiu com a vítima e afirmou que a advogada morreu devido a um acidente. No entanto, entrou em contradição ao tentar explicar o que aconteceu depois que eles chegaram na casa dele.
De acordo com a imprensa mato-grossense, o ex-policial possui extensa ficha criminal e teria sido diagnosticado com transtornos psiquiátricos. No dia 29 de junho deste ano, ele chegou a ser preso para cumprir uma sentença de dois anos de internação, mas acabou solto no mesmo dia, após audiência de custódia.
A soltura ocorreu porque o Centro Integrado de Assistência Psicossocial Adauto Botelho, em Cuiabá, alegou estar sem vagas. O juiz responsável pelo caso chegou a citar que “diante da inércia e do descaso das autoridades estatais”, que negaram sua entrada no hospital, não restava outra alternativa além de soltá-lo provisoriamente.
Advogada é encontrada morta em Cuiabá
De acordo com a Polícia Civil, a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni passou a tarde de sábado em um churrasco com a família e amigos. E, por volta das 22h, foi de carro para um bar onde conheceu o suspeito. Algum tempo depois, às 23h30, os dois saíram juntos do local.
No domingo, preocupados por não conseguirem contato com a advogada e pelo fato dela não ter dormido em casa, familiares usaram um aplicativo de rastreamento para descobrir que o celular de Cristiane estava no Parque das Águas.
Com a localização, o irmão da vítima foi até o local e encontrou a advogada morta no banco de passageiros do seu próprio carro. Ele chegou a levá-la para um hospital, mas os médicos só puderam constatar o óbito.
Durante a investigação, a polícia chegou até a residência do ex-policial e, por meio de câmeras de segurança, comprovou que ele saiu de casa dirigindo o carro da vítima na manhã de domingo.
Ainda conforme o delegado, a advogada foi espancada e asfixiada até a morte.
