Uma aluna de 13 anos foi armada com uma faca para uma escola em Monte Santo de Minas, Região Sul de Minas Gerais, nesta segunda-feira (10). A adolescente informou que levou a arma branca para o colégio com a intenção de se proteger de ataques.
Já em São Sebastião do Paraíso, na mesma região do estado, agentes da Polícia Civil e da Polícia Militar realizaram uma operação nas escolas depois que uma informação falsa sobre um possível ataque se espalhou pela cidade.
Após a situação ser esclarecida, o prefeito Marcelo Moraes usou as redes sociais para solicitar que população não compartilhe “mentiras” nas plataformas e afirmou que autor da postagem irá se retratar.
“Peço que não publiquem ou compartilhem mentiras conforme a que foi propagada hoje. Estamos atentos sobre mentiras propagadas contra as instituições de ensino da cidade. O autor da postagem se comprometeu a se retratar”, escreveu o prefeito.
Ele ainda completou:
“Estive pessoalmente para registrar ocorrência por uma mentira deslavada e caluniosa contra nosso sistema de ensino, em ato típico de causar pânico nas pessoas”.
Também nesta segunda-feira, um estudante feriu superficialmente uma professora e dois colegas em uma escola privada de Manaus, na capital do Amazonas. O jovem foi apreendido.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que foi acionada, por volta das 13h, “para atender a uma ocorrência em uma unidade de ensino privada envolvendo um aluno portando armas brancas e coquetel molotov”.
Ambas situações de violência nas escolas ocorrem após dois ataques que chocaram o país entre o fim de março e o início de abril:
- No primeiro, um estudante de 13 anos esfaqueou e matou uma professora na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, e deixou outras três docentes e um colega feridos. Ele foi apreendido.
- No segundo, um ataque em uma creche de Blumenau, Santa Catarina (SC), deixou quatro crianças mortas e cinco feridas. O assassino de 25 anos foi preso.
Após a tragédia na instituição de ensino infantil, a imprensa brasileira decidiu mudar a forma de cobertura desse tipo de crime e não dar visibilidade para os autores do atentado. Por isso, o nome e a imagem do criminoso não foram veiculadas.
