O aluno que matou uma professora em São Paulo e deixou outras quatro pessoas feridas ficará internado provisoriamente em uma unidade da Fundação Casa por até 45 dias. A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que aceitou nesta terça-feira (28) o pedido feito pelo Ministério Público.
O adolescente foi ouvido na terça-feira (28) pela Promotoria da Infância e da Juventude. O órgão solicitou que o menino passe por uma análise psiquiátrica. O caso corre em segredo de Justiça por envolver um menor de idade.
Após a sentença, o adolescente poderá ficar apreendido por até três anos, período máximo para cumprimento de medidas socioeducativas nas unidades da Fundação Casa, independentemente do ato infracional.
O estudante de 13 anos cursava a 8ª série na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo. Na manhã da última segunda-feira (27), por volta das 7h20, ele atacou docentes e colegas que estavam no local.
Elisabeth Terneiro, de 71 anos, chegou a ser socorrida, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória, não resistiu e morreu no Hospital Universitário da USP.
Entre as vítimas do aluno que matou uma professora em São Paulo, estão outras três docentes e um aluno: três sofreram ferimentos superficiais e uma levou vários golpes, mas não corre risco de morte.
O adolescente estava estudando na instituição há menos de um mês. Ele foi transferido da Escola Estadual José Roberto Pacheco, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, para a nova escola porque havia ameaçado de morte um colega de 12 anos e a mãe do menino.
Segundo apurado, ele chegou a enviar fotos de si mesmo armado e mascarado para o então colega.
De acordo com testemunhos de professoras e alunos da Escola Thomazia Montoro, o adolescente de 13 anos tinha um comportamento violento, se envolvia constantemente em brigas, proferia ofensas racistas contra outros alunos e quase não tinha amigos.
As docentes ainda destacaram que o aluno costumava dar respostas evasivas e vagas quando indagado sobre qualquer assunto e praticamente não prestava atenção nelas ou ao entorno porque sempre estava com o celular e fones de ouvido.
No dia do crime, o estudante esfaqueou a professora Elisabeth enquanto ela fazia a chamada. A possível motivação é porque na semana passada, ele chamou um colega de “macaco”, os dois começaram a brigar e a docente separou ambos.
A tragédia só não foi maior porque duas professoras conseguiram imobilizá-lo e desarmá-lo durante o ataque.
