Um garoto de programa de 22 anos matou o arquiteto e professor universitário Roberto Duarte de Paiva, de 64 anos, em Goiânia, Goiás, no último domingo (24). José Henrique Aguiar Soares foi preso em flagrante na segunda-feira (25).
De acordo com a Polícia Civil, na manhã de segunda, a corporação foi acionada pelo setor de segurança do banco no qual a vítima tinha um conta.
No comunicado, foi informado que entre a madrugada e a manhã daquele dia, 12 tentativas de operações suspeitas, via TED e PIX, para transferir quantias que variavam de R$ 50 e R$ 20 mil haviam sido realizadas.
Garoto de programa usou cabeça de arquiteto para fazer reconhecimento facial
O que mais chamou atenção, no entanto, foi o fato de que em uma tentativa de reconhecimento facial, um braço aparecia segurando a cabeça do proprietário da conta.
“Constatou a realização de diversas tentativas de operações digitais na conta do cliente, sendo uma delas o cadastro de Biometria Facial do cliente. Ocorre que, no respectivo processo de verificação e validação das fotos enviadas à Instituição, foi possível aferir que se trata de pessoa aparentemente falecida”, dizia parte do comunicado.
Ainda conforme a polícia, pela fotografia foi possível verificar que a pessoa suspeita tinha uma grande tatuagem no braço.
Com a denúncia em mãos, uma equipe seguiu para o endereço de Roberto e acabou encontrando o garoto de programa em frente ao prédio onde o professor vivia. Ao ser abordado, o rapaz mentiu o nome, mas os policiais descobriram sua verdadeira identidade e descobriram que ele era suspeito de outros crimes como furto e estelionato.
Na sequência, os policiais levaram José Henrique até o apartamento do professor e ao entrarem no local encontraram o corpo da vítima. Roberto estava no banheiro de sua suíte com uma corda em volta do pescoço e um crucifixo em uma das mãos.
O garoto de programa confessou que matou o arquiteto e afirmou que montou a cena para forjar um suicídio.
Segundo seu relato, ele saiu levando o cartão bancário de Roberto, fez compras e retornava para o apartamento com o objetivo de fingir que o encontrou morto e ligar para a polícia quando foi abordado.
Em depoimento, José Henrique alegou que teve uma discussão com a vítima e que os dois entraram em luta corporal, momento em que ele a esganou com as duas mãos. A versão é investigada.
Durante a apuração do homicídio, a polícia ainda apurou que após cometer o assassinato, o garoto de programa publicou uma selfie tirada no espelho do banheiro da vítima das redes sociais.
Em abril deste ano, o professor Carlos Henrique de Sousa Luz, de 45 anos, foi assassinado com 38 facadas e encontrado nu na própria residência após um desacerto sexual.
