A grávida encontrada morta em Manaus, no Amazonas, foi assassinada porque seu amante não queria assumir o filho, segundo a Polícia Civil. Débora da Silva Alves, de 18 anos, estava no oitavo mês de gestação. O vigilante Gil Romero Machado Batista, de 41 anos, é considerado foragido.
Na quinta-feira (3), um homem identificado como José Nilson foi preso por participação no crime. Ele era funcionário de Gil em um bar chamado ‘Boteco do Romero’.
Em depoimento, José afirmou que Gil chegou de carro com a jovem já desacordada. Os dois então atearam fogo no corpo de Débora dentro de um camburão e, na sequência, jogaram o cadáver carbonizado em uma área de mata.
A delegada Débora Barreiros, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ressaltou que o local onde o corpo da grávida foi desovado está localizado no Mauazinho, Zona Leste de Manaus, e faz parte do terreno da empresa onde o pai do bebê trabalhava como vigilante.
Débora desapareceu no sábado (29) após sair de casa para se encontrar com o vigilante Gil Romero. De acordo com familiares da jovem, o homem vinha ameaçando a amante há tempos por não aceitar a gravidez e temer o fim do casamento com a atual esposa.
Quando foi localizada, a grávida morta em Manaus estava com um pano no pescoço, o que aponta que ela pode ter sido asfixiada.
Conforme o delegado Ricardo Cunha, da (DEHS), Gil Romero já havia tentado assassinar Débora em outra ocasião. Ela, no entanto, optou por não registrar um boletim de ocorrência contra o pai de seu filho e apenas relatou a situação para alguns familiares.
Cunha explicou que logo no início da gravidez, o vigilante tentou dar medicamentos abortivos para a vítima, mas como não teve sucesso em interromper a gravidez, resolveu tirar a vida da amante. Em junho, Gil a levou para um local isolado e tentou asfixiá-la, mas Débora tinha uma faca e conseguiu se defender.
No dia do crime, segundo apurado pela investigação, ele atraiu a jovem grávida afirmando que iria dar uma ajuda financeira para ela e o bebê.
No Rio de Janeiro, uma jovem grávida está desaparecida desde o dia 16 de julho. Emanuelle Timóteo, de 22 anos, mora na Favela do Mandela, em Manguinhos, enviou uma mensagem informando que estava chegando em casa.
Mas ela não chegou e antes de sumir completamente enviou uma nova mensagem misteriosa para a mãe, dessa vez dizendo estava presa em um lugar e não conseguia sair.
