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Morte de brasileira que estava desaparecida em Israel é confirmada

Ela é a terceira brasileira morta pelos terroristas durante o ataque feito a Israel

Por Caroline Berticelli

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O corpo da brasileira Karla Stelzer Mendes, que estava desaparecida desde o ataque surpresa do Hamas a Israel, ocorrido no dia 7 de outubro, foi encontrado. A informação foi confirmada pelo Itamaraty na sexta-feira (13). 

“O governo brasileiro lamenta e manifesta seu profundo pesar com a morte da cidadã brasileira Karla Stelzer Mendes, de 42 anos, terceira vítima fatal brasileira dos atentados ocorridos no último dia 7 de outubro em Israel”, diz um trecho do comunicado do Ministério das Relações Exteriores. 

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Na quarta-feira (11), o governo de Israel confirmou que o corpo do namorado de Karla, o israelense Gabriel Azulay havia sido localizado. O casal estava junto há seis anos e no momento do ataque terrorista participava na festa rave ‘Universo Paralello’, que ocorria a menos de 20 quilômetros da Faixa de Gaza.

Em um áudio enviado por Karla a alguns amigos, obtido pelo jornal  ‘O Globo’, ela contou que tentava escapar dos extremistas. “Fomos para o mamada [um tipo de bunker], para nos proteger. […] Aí vieram os terroristas e jogaram uma bomba dentro do mamada. A gente saiu correndo. Tem um amigo nosso que ficou lá”, disse ela. 

Destaques sobre *** por e-mail

Depois da mensagem, a brasileira não deu mais notícias e foi considerada desaparecida em Israel. Até seu corpo ser encontrado, a possibilidade de que ela estivesse entre entre os reféns feitos pelo Hamas, levados para a Faixa de Gaza, era considerada. 

Carioca, Karla Stelzer Mendes, de 41 anos, tinha cidadania israelense e vivia no país com o filho de 23 anos, que faz parte do exército local.

Ela é a terceira brasileira morta pelos terroristas do Hamas durante o ataque feito a Israel. Todos estavam na festa de música eletrônica quando a ofensiva começou.  As outras vítimas são: Bruna Valeanu, de 24 anos, e Ranani Nidejelski Glazer, de 23 anos.

O local fica no deserto de Negev, perto de Re-im, no sul de Israel, a menos de 20 quilômetros da Faixa de Gaza, aproximadamente meia hora da fronteira, e foi um dos primeiros alvos dos extremistas.

Cerca de 3 mil pessoas participavam do evento. Na tentativa de escapar, muitos jovens correram pelo deserto em busca de abrigo, mas foram perseguidos pelos terroristas palestinos, que atiravam bombas e usavam armas de fogo para tentar atingi-los.

De acordo com as autoridades israelenses, pelo menos 260 corpos foram encontrados na região.

Juarez Petrillo, o DJ Swarup, pai do DJ Alok, iria tocar no evento e gravou o momento que a festa foi interrompida devido ao início do ataque. Nas imagens, é possível ver os primeiros mísseis disparados em direção ao local e ouvir o barulho de bombas. Veja:

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