O Polícia Civil investiga se o assassinato de Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador, foi encomendado ou pelo menos teve o aval do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é do R7. O crime ocorreu em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, em março deste ano.
De acordo com a investigação, Pedrinho Matador teria discutido com alguns traficantes que vendiam drogas na presença de crianças e também queria proibir comercialização de cocaína e maconha no bairro onde vivia.
A prisão temporária de um dos suspeitos da execução já foi decretada pela Justiça, mas ele ainda não foi detido. Segundo o colunista Josmar Jozino, do UOL, o homem é considerado de alta periculosidade, tem dois mandados de prisão em aberto em seu desfavor (um por roubo e outro por receptação) e teria uma forte ligação com o PCC.
Ainda conforme Jozino, como a facção criminosa monopoliza o tráfico de drogas em todo o estado de São Paulo, os investigadores acreditam que a execução de Pedrinho Matador teve a aprovação do PCC.
Pedrinho Matador foi assassinado aos 68 anos, por volta das 10h, no dia 5 de março. Na ocasião, ele estava sentado em uma cadeira, em frente a sua residência, no bairro Ponte Grande, quando foi surpreendido por dois criminosos.
Enquanto um deles, usando uma máscara de palhaço, atingiu Pedrinho com pelo menos quatro tiros, o outro, usando uma máscara cirúrgica, usou uma faca para degolar o serial killer.
Ele estava em liberdade desde 2018, após cumprir 42 anos de prisão por 71 homicídios cometidos a partir da década de 1970.
Quem foi Pedrinho Matador?
Nascido em 19 de outubro de 1954, em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, a criança que mais tarde viria a ser chamada de Pedrinho Matador fugiu para São Paulo aos 9 anos de idade. Diz-se que com apenas 11 anos de idade, assassinou o traficante Jorge Galvão, seu irmão e seu cunhado no bairro Itaquera.
Em 1973, aos 18 anos, Pedrinho foi preso após ser condenado a 128 anos de prisão. Ele sempre afirmou ter cometido mais de 100 homicídios, dos quais cerca de 48 foram dentro da cadeia, entre eles, o de seu próprio pai, que estava preso por matar sua mãe com 21 golpes de facão.
“Ele deu 21 facadas na minha mãe, então dei 22. O povo diz que comi o coração dele. Não, eu simplesmente cortei, porque era uma vingança, não é? Cortei e joguei fora. Tirei um pedaço, mastiguei e joguei fora”, contou Pedrinho Matador ao jornalista Marcelo Rezende.
