Um professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no Norte de Minas Gerais, foi demitido da função pública meses após ser denunciado por assédio sexual contra dez alunas. A decisão da Controladoria Geral do Estado foi publicada no Diário Oficial na terça-feira (18).
O despacho aponta que o docente foi desligado por descumprir os deveres da função e “por incorrer em ilícito administrativo”, situação prevista no Regimento Geral da Unimontes. O homem de 46 anos tem dez dias, a partir da publicação, para recorrer à exoneração e apresentar um pedido de reconsideração.
Em outubro de 2022, quando as denúncias foram registradas, o servidor já havia sido afastado do cargo até que a situação fosse esclarecida. Na ocasião, dez alunas e ex-alunas afirmaram que foram vítimas de assédio sexual entre os anos de 2019 e 2020.
Em março deste ano, o professor de história da Unimontes foi indiciado pela Polícia Civil por assédio sexual, ato libidinoso e outros crimes contra a dignidade sexual. As investigações conseguiram comprovar os crimes em cinco dos casos apurados.
A polícia apontou que o docente manipulava as alunas e se aproveitava da condição de professor para intimidar, constranger e coagir as vítimas a lhe concederem favores sexuais.
Segundo os relatos, o professor da Unimontes agora demitido convencia as jovens a se submeterem a sessões de hipnose e massagem para que elas “conseguissem relaxar”. Algumas contaram que foram amordaçadas, vendadas e amarradas por ele durante prática de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo).
Em entrevista concedida à Inter TV, o vice-reitor, Dalton Caldeira Rocha, afirmou que o caso vinha sendo acompanhado pela nova gestão, que assumiu no início do ano, e que a universidade também tem tomado “medidas internas de combate a qualquer forma de discriminação ou assédio no âmbito da universidade”.
“Qualquer conduta inadequada que não faz parte das políticas mineiras e da nossa própria política institucional de integridade deve ser combatida e fiscalizada, no sentido de ser apurada as eventuais denúncias e as pessoas possam receber as punições adequadas”, disse Rocha.
No dia 4 de julho, o diretor de uma escola em Caucaia, a cerca de 20 km de Fortaleza, no Ceará, foi preso preventivamente por suspeita de estuprar um adolescente de 15 anos dentro da unidade de ensino. O crime teria ocorrido em abril deste ano.
Em março deste ano, um professor foi preso em Goiás por suspeita de estuprar pelo menos quatro alunos e por obrigar os jovens a fazerem sexo entre si na sua frente. O caso foi denunciado por um adolescente de 15 anos. O jovem afirmou que era abusado sexualmente desde os 10 anos de idade e não aguentava mais a situação.
