Suzane von Richthofen se inscreveu em um concurso público para a Câmara Municipal de Avaré, em São Paulo. Com 39 anos, ela está em regime aberto há pouco mais de quatro meses e nesse período também voltou a estudar.
De acordo com o G1, Suzane aparece na lista de candidatos, do concurso público, para uma vaga de telefonista com salário de R$ 5.626,33. A prova está marcada para os dias 4 e 11 de junho.
Em meados de março, Suzane von Richthofen virou notícia, mais uma vez, ao ser fotografada em uma faculdade de biomedicina em Itapetininga, no interior de São Paulo. Ela mora em Angatuba, que fica a 52 quilômetros da cidade onde está estudando.
Na ocasião, uma aluna, que preferiu não se identificar, contou que os estudantes foram comunicados sobre a matrícula da ex-detenta algumas semanas antes de Suzane começar a frequentar as aulas presencialmente.
O recado foi dado pela direção da faculdade, que explicou que ela iria estudar no local e pediu que todos “compreendessem e respeitassem o direito dela como cidadã”.
Em fevereiro deste ano, outra ex-presidiária famosa foi parar nos jornais ao tentar recomeçar a vida depois de sair da cadeia. Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga – foi reconhecida quando trabalhava como motorista de aplicativo.
O crime de Suzane von Richthofen
Dos 34 anos e quatro meses de prisão aos quais foi condenada pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen já cumpriu mais de 20 anos de prisão. O crime ocorreu em 31 de outubro de 2002 e ela foi jugada, junto com seu então namorado Daniel Cravinho e com o cunhado Cristian Cravinho, os chamados irmãos Cravinho, em 2006.
A investigação apontou que o casal planejou o crime porque os pais de Suzane – Manfred Albert von Richthofen e Marísia von Richthofen – proibiram o namoro entre os jovens. A intenção era simular um latrocínio para que posteriormente todos pudessem dividir a herança.
Na noite do crime, Suzane abriu o portão da mansão da família para que Daniel e Cristian entrassem no local. Os irmãos mataram as vítimas com golpes de barra de ferro na cabeça, depois de entrarem silenciosamente no quarto em elas que dormiam.
Manfred morreu na hora. Já Marísia chegou a acordar, tentou se defender e, por isso, teve os dedos das mãos quebrados. Segundo o relato dos assassinos, antes de morrer a mãe ainda implorou para que os supostos assaltantes poupassem a vida de seus filhos, que ela acreditava estarem dormindo em outros cômodos.
Andreas, irmão de Suzane, na época tinha 15 anos e estava em um Cyber Café no momento do crime. Ele não teve envolvimento com o caso.
