Durante a última quinta-feira (10), o consultor de risco político Creomar de Souza afirmou que o presidente da Câmara, Arthur Lira, está recebendo pressões de Pacheco, presidente do Senado, para criar um novo sistema político até o ano de 2030: o que acaba colocando mais pressão sobre os parlamentares que devem entrar para esse ano. O sistema indicado seria o semipresidencialismo em que há tanto o presidente quanto ministros que podem governar e o chefe do Executivo não pode tomar suas decisões de troca e veto sozinho. É como se o poder do Estado estivesse dividido na mão de várias pessoas distintas e não fosse somente um que pudesse determinar orçamentos e vetos.
Creomar argumenta que a pressão sobre Lira pode acabar jogando uma bomba sobre a legislatura brasileira e que não importa quem seja o presidente da República, a Câmara de Deputados vai querer contar com uma parte das decisões que devem ser tomadas a partir do ano de 2030. Acrescenta, entretanto, que não há como alterar o atual regime político sem que assim também seja aceito pela maioria da população brasileira, que já está acostumada há anos com o presidencialismo em que somente o presidente da República tem a voz máxima dentro do Executivo.
De acordo com o Lira, eles estão pensando em debater esse tipo de proposta até o final do mês de julho deste ano, mas ainda não contam com nenhum tipo de texto ou artigo que possa servir como base ao debate.
