Nesta segunda-feira (07), os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniram com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e entregaram a ele o convite de posse para que acompanhe o processo de tomada de cargos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles devem tomar a cadeira de presidente e vice em meio a um momento de tensão eleitoral e investigação sobre o crime de corrupção do atual governo na compra de vacinas da Covid-19.
O encontro dos dois ministros com Jair teve a duração de apenas 10 minutos e marcou um momento de conflitos em que Bolsonaro está atacando o Judiciário. Durante muito tempo, o atual governo fez parte de manifestações públicas e incentivou que a população fosse para a rua para que houvesse o fechamento do STF devido ao fato de que consideram Lula inocente novamente e agora o petista pode concorrer para as eleições como presidente da República porque voltou a ser considerado ficha limpa.
Foi há cerca de duas semanas que o ministro havia determinado que Jair Bolsonaro teria que depor presencialmente para a Polícia Federal em relação a passividade dele ter liberado em live documentos de cunho sigiloso para os seus internautas. O depoimento acabou aumentando ainda mais as tensões entre o chefe do Executivo com Moraes.
Grupos de direita foram para as ruas no ano de 2021 segurando até mesmo placas que pediam a saída de Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Agora, a situação deve ser ainda mais densa.
