Durante a última quarta-feira (16), o estado do Rio Grande do Sul publicou um novo decreto afirmando que a população não precisaria mais fazer o uso de máscaras em locais abertos como parques. No entanto, foi determinado que os locais fechados continuassem com a obrigatoriedade e que tirariam em breve se não houvesse um aumento de casos e internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva, UTI.
Deste modo, as escolas estaduais devem continuar exigindo que os seus estudantes façam o uso de proteção – isso não é válido para os estudantes que estudam em instituições municipais visto que elas seguem as regras previstas para a cidade. Neste caso, a instituição municipal poderia contar com a não obrigatoriedade do uso de máscaras assim fosse aprovado pelo prefeito da mesma.
Como consequência, cidades do estado do Rio Grande do Sul, como Canoas, decretaram que não iriam mais exigir que a população fizesse o uso de proteção.
Os sindicatos afirmam que a ideia ainda é equivocada e que o Brasil pode passar por um novo aumento de casos de infectados devido ao relaxamento das regras.
O estado vizinho, Santa Catarina, também, havia determinado o fim da obrigatoriedade argumentando que grande parte da população havia se vacinado contra o vírus ao mesmo tempo em que os leitos de Unidade de terapia Intensiva estavam desocupados. No entanto, a diferença é que o governador Carlos Moisés determinou que houvesse a liberação total, até mesmo das escolas. Os pais de estudantes abaixo de 12 anos de idade criticaram a decisão ao falar que poderia colocar em risco a saúde dos menores de idade.
A decisão do estado do Rio Grande do Sul em retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras foi tomada pelo Gabinete de Crise para o Enfrentamento à Covid-19. Em suma, os especialistas levaram em consideração o número de pessoas internadas e vacinadas.
Além disso, vale salientar que existem estudos que mostram que ao menos 80% de todas as pessoas que estão internadas em leitos de UTI não se vacinaram corretamente contra o vírus da Covid-19. Ou seja, a vacinação em dia poderia fazer com que os sintomas da doença sejam menos intensificados.
O Brasil está enfrentando, atualmente, a marca de ao menos 29,6 milhões de infectados pelo vírus ao mesmo tempo em que conta com cerca de 660 mil mortes em apenas 2 anos. Apesar disso, os governados estão a cada dia mais tentando aprovar medidas que permitam uma maior flexibilização das ações.
