O jovem, sob supervisão médica, tomou um líquido contaminado com a bactéria Shigella que causa sintomas como enjoos, vômitos, dor de cabeça e diarreia. Jake afirmou que “ foi a doença mais brutal que já tive”.
A experiência foi conduzida pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e outras pessoas além de Jake também participaram do estudo.
O objetivo do estudo é verificar a eficácia do imunizante desenvolvido para combater a doença.
A bactéria
A bactéria Shigella afeta cerca de 160 milhões de pessoas por ano e causa aproximadamente 600 mil mortes.
A doença é transmitida por meio de alimentos e água contaminados.
Também é possível se contaminar em caso de contato com alguma superfície que tenha a bactéria e, em seguida, levar a mão à boca sem lavar.
Relato de Jake Eberts
O americano contou, por meio de suas redes sociais, que ele sofreu uma forte diarreia, febre de 39,4° C e se sentiu exausto ao ponto de ter dificuldade para levantar qualquer um de seus membros.
“Essa foi a doença mais brutal que já tive, e eu queria morrer depois de seis horas. Não consigo imaginar como essa doença pode ser aterrorizante para uma criança pequena”, relatou Jake.
Ele explicou que aceitou participar do estudo para ajudar pessoas menos afortunadas e também para promover a medicina moderna.
Além disso, ele recebeu dinheiro o suficiente para conseguir pagar o seu aluguel pelo resto do ano.
Ele também contou que todos os participantes da experiência receberam duas injeções, com cerca de um mês de intervalo, que continham o imunizante experimental ou placebo e em seguida foram expostos à doença.
Além disso, eles usaram um penico em formato de chapéu que era levado para os profissionais analisarem as fezes.
Isso serviu para que os especialistas determinassem a resposta imune da vacina produzida.
O americano recebeu isotônicos e antibióticos para combater a desidratação e a infecção. Ele se recuperou da doença depois de quatro dias.
Doação
Jake conseguiu arrecadar mais de US$ 24 mil (cerca de R$ 120 mil), após compartilhar a sua experiência.
A quantia foi doada para a ONG The Water Project que leva água limpa para várias comunidades ao redor do mundo.
