Um idoso de 75 anos foi agredido por um policial militar aposentado, que é seu vizinho, dentro do edifício onde os dois vivem em São Vicente, no litoral de São Paulo, após não responder ao ‘bom dia’ dito pelo homem. As agressões, registradas por câmeras de segurança, só pararam com a interferência do porteiro. (Assista abaixo)
Neste sábado (29), a vítima, que prefere não se identificar, contou ao G1 que estava com seus cães de estimação quando encontrou o vizinho. “Mandou eu falar bom dia para ele na porta. Eu olhei pra ele, não dei bola, não respondi o bom dia”, disse.
Na gravação, é possível ver que além de desferir golpes contra o idoso, o policial também chutou os animais de estimação do homem.
Na entrevista, o idoso declarou que vem sendo intimidado pelo policial há nove anos e declarou que nunca deu motivo para tal hostilidade. No entanto, o episódio da agressão foi a gota d’água e ele resolveu entrar com uma medida cautelar contra o vizinho.
Veja:
Idoso é agredido por vizinho depois de não responder ‘bom dia’ no litoral de SP: https://t.co/ciXty6mfJz pic.twitter.com/te4K1vwhXg
— Jornal A Tribuna (@atribunasantos) July 28, 2023
No dia 20 de julho, a Justiça atendeu ao pedido da vítima e determinou que o policial aposentado deve manter uma distância mínima de 50 metros do vizinho. O idoso, porém, afirma ter medo de sair de casa e encontrar o agressor “Não me sinto seguro. É só um papel”, disse ao G1.
No dia 13 de julho, um policial militar matou um trabalhador que prestava serviços para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A vítima foi identificada como Alberes Fernandes de Lima.
De acordo com testemunhas, o funcionário terceirizado da CET estava pendurando faixas de sinalização na Avenida General Pedro Leon Scshneider, no bairro Santana, quando uma delas se soltou, devido aos fortes ventos causados pela passagem do ciclone extratropical, e atingiu a motocicleta em que o PM estava com um amigo.
Irritado, o policial desceu da moto, discutiu com Alberes, sacou a arma e matou o trabalhador baleado.
De acordo com o boletim de ocorrência, o PM afirmou que transitava pela avenida e precisou fazer uma manobra brusca para desviar da faixa que estava sendo colocada pelo trabalhador.
Ele afirma que, na sequência, apenas parou para “indagar” a vítima, que nesse momento estava no alto de uma escada, mas que Alberes o agrediu com socos, pediu para ele retirar a moto do local e ainda teria tentado pegar sua arma que estava na cintura.
Outro funcionário terceirizado da CET, que também trabalhava no local, no entanto, não confirma a versão do policial. O homem afirma que após a faixa se desprender, o condutor da moto parou o veículo, entrou em luta corporal com Alberes e atirou.
