Um policial militar matou um trabalhador que prestava serviços para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na noite de quinta-feira (13), em São Paulo. A vítima foi identificada como Alberes Fernandes de Lima.
De acordo com testemunhas, o funcionário terceirizado da CET estava pendurando faixas de sinalização na Avenida General Pedro Leon Scshneider, no bairro Santana, quando uma delas se soltou, devido aos fortes ventos causados pela passagem do ciclone extratropical, e atingiu a motocicleta em que o PM estava com um amigo.
Irritado, o policial desceu da moto, discutiu com Alberes, sacou a arma e matou o trabalhador baleado.
De acordo com o boletim de ocorrência, o PM afirmou que transitava pela avenida e precisou fazer uma manobra brusca para desviar da faixa que estava sendo colocada pelo trabalhador.
Ele afirma que, na sequência, apenas parou para “indagar” a vítima, que nesse momento estava no alto de uma escada, mas que Alberes o agrediu com socos, pediu para ele retirar a moto do local e ainda teria tentado pegar sua arma que estava na cintura.
Outro funcionário terceirizado da CET, que também trabalhava no local, no entanto, não confirma a versão do policial. O homem afirma que após a faixa se desprender, o condutor da moto parou o veículo, entrou em luta corporal com Alberes e atirou.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou que o policial atirou no trabalhador porque ele teria feito menção de estar armado. A pasta informou ainda que o militar foi indiciado pelo crime e passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (14).
Em nota, a CET lamentou o crime e esclareceu que Alberes era um “prestador de serviços do Consórcio Moove, que opera as ciclofaixas de lazer em São Paulo”.
Durante a madrugada, moradores da comunidade onde a vítima morava protestaram contra o assassinato na Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais. Durante a manifestação, a pista local ficou interditada e um congestionamento com cerca de 2 km se formou no local.
A Polícia Militar atirou nos manifestantes com balas de borracha e usou bombas de efeito moral para dispersá-los. A via foi liberada por volta das 1h20.
Em junho deste ano, um policial militar matou a tiros o ex-marido de sua atual esposa dentro de um ônibus em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Em maio, um policial civil matou um policial militar durante uma discussão motivada por um cachorro em São José dos Campos, em São Paulo.
Em abril, um policial militar matou seu vizinho a tiros dentro de um condomínio em Vitória, no Espírito Santo, porque homem reclamou que ele estava fazendo barulho durante a madrugada.
