O caso da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, encontrada morta em Cuiabá, no Mato Grosso (MT), ganhou um novo capítulo. A polícia teve acesso a imagens que mostram o ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos, beijando uma mulher meia-hora após abandonar o corpo da vítima no Parque das Águas.
A gravação foi feita por uma câmera posicionada na rua em que fica a residência de Almir, acusado pelo crime. Segundo o delegado Marcel Gomes de Oliveira, o ex-policial beijou a mulher em frente ao imóvel.
Oliveira explicou que a mulher que aparece nas imagens estava com Almir quando ele foi preso. Ela relatou que conheceu o ex-policial por um aplicativo de relacionamento e estava se encontrando com ele pela terceira vez, mas pouco antes da polícia chegar para detê-lo, ele havia tentado forçar uma relação sexual e apertado seus braços com força.
De acordo com a investigação, antes de receber a mulher em sua casa, Almir passou horas limpando o imóvel bagunçado pelo crime. Ao ser informada de tudo, ela resolveu testemunhar contra o suspeito.
Ele foi indiciado, pela Polícia Civil, por estupro, feminicídio e fraude processual.
Advogada morta em Cuiabá
A advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni passou a tarde de sábado (19) em um churrasco com a família e amigos. Por volta das 22h, foi de carro para um bar onde conheceu o suspeito. Algum tempo depois, às 23h30, os dois saíram juntos do local.
No domingo (20), preocupados por não conseguirem contato com a advogada e pelo fato dela não ter dormido em casa, familiares usaram um aplicativo de rastreamento para descobrir que o celular de Cristiane estava no Parque das Águas.
Com a localização, o irmão da vítima foi até o local e encontrou a advogada morta no banco de passageiros do seu próprio carro. Ele chegou a levá-la para um hospital, mas os médicos só puderam constatar o óbito.
Durante a investigação, a polícia chegou até a residência do ex-policial e, por meio de câmeras de segurança, comprovou que ele saiu de casa dirigindo o carro da vítima na manhã de domingo.
No inquérito, a Polícia Civil apontou que a advogada foi estuprada, brutalmente espancada e asfixiada até a morte.
Segundo o delegado Edson Pick, Almir confessou informalmente que depois da morte da advogada fez uma limpeza geral residência, enquanto o corpo ficou inerte no local. Na sequência, ele contou que colocou Cristiane no banco de passageiro do automóvel, com um óculos escuro para disfarçar e dirigiu o veículo até o Parque das Águas.
