Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, foi solta na noite de terça-feira (20) após a Justiça conceder a progressão de sua pena para o regime aberto. Conforme a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), ela deixou a Penitenciária Feminina I de Tremembé, no Vale do Paraíba, São Paulo, por volta das 19h45
Condenada pela morte da enteada, ocorrida em 2008, Anna Carolina estava presa há 15 anos. Em 2017, ela progrediu para o regime semiaberto e foi beneficiada com saidinhas temporárias, mas perdeu o privilégio em 2020, após ser flagrada conversando com os filhos por uma chamada de vídeo, durante atendimento por videoconferência com sua advogada.
Em regime aberto, a condenada pode cumprir o restante da pena fora da prisão e tem autorização para trabalhar durante o dia. À noite, no entanto, ela deve se recolher ao endereço informado à Justiça.
Para não perder o direito ao regime aberto, o condenado deve seguir outras regras como não sair da cidade sem autorização judicial, obedecer os horários de ida e volta do trabalho, permanecer no endereço autorizado nos dias e horas de folga e comparecer em juízo quando solicitado.
Segundo a legislação, o condenado deve se recolher a um albergue que abrigue outros presos no mesmo regime. Entretanto, como o estado de São Paulo não possui esse tipo de unidade prisional, eles vão para casa.
Anna Carolina Jatobá e o então marido Alexandre Nardoni, pai de Isabella Nardoni, foram condenados por homicídio triplamente qualificado e fraude processual (por ter alterado a cena do crime) em março de 2010.
Enquanto Anna Carolina foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, a penas de Alexandre foi de 31 anos, um mês e dez dias.
De acordo com a investigação, Alexandre Nardoni jogou a filha de apenas cinco anos da janela do apartamento em que vivia no sexto andar. A atitude teria sido tomada para esconder um suposto homicídio depois que Anna Carolina esganou a criança e ambos acreditaram que ela estava morta.
Os dois sempre negaram o crime e sustentaram a versão, nunca comprovada, de que uma terceira pessoa teria entrado no apartamento e arremessado a menina pela janela.
Isabella estava passando o fim de semana com o pai quando o crime aconteceu.
Outras duas ex-presidiárias brasileiras que ficaram ‘famosas’ devido aos seus crimes também tiveram o direito ao regime aberto neste ano. Suzane von Richthofen condenada pelo assassinato dos pais e Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga.
