A fotógrafa Roberta Correa, de 44 anos, morreu na sexta-feira (13), dias depois de passar mal durante um procedimento estético realizado em uma clínica particular de Cosmópolis, São Paulo.
De acordo com familiares, Roberta foi até o estabelecimento na segunda-feira (9) para realizar um endolaser, mas sentiu um mal-estar logo depois da aplicação de anestesia. Na ocasião, ela foi socorrida e levada para a Santa Casa da cidade, onde acabou falecendo.
Em entrevista ao G1, o médico que atendeu a vítima contou que ela chegou na sala de emergência com vários “sinais de alerta” como queda de pressão arterial, alteração da frequência cardíaca, etc.
Na sequência, a fotógrafa teve uma parada cardiorrespiratória que durou 27 minutos, tempo que os profissionais de saúde realizaram os procedimentos de reanimação.
O profissional ainda explicou que a família foi informada desde o início sobre a possibilidade de Roberta sofrer lesões neurológicas graves e irreversíveis, assim como o risco de morte encefálica constante porque o caso era bastante delicado.
Segundo a Prefeitura de Cosmópolis, a clínica onde a fotógrafa passou mal durante procedimento estético tem salas com profissionais independentes e somente o cômodo onde Roberta foi atendida foi lacrado, pela Vigilância Sanitária, por falta de autorizações.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
Em maio, Íris Dorotéia do Nascimento Martins, de 45 anos, morreu após passar mal durante um procedimento em uma clínica de estética de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou a ser encaminhada para um hospital, mas não resistiu.
Em julho, uma médica foi presa pela morte de uma paciente durante uma lipoaspiração realizada no dia 15 de junho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A vítima foi identificada como a cozinheira Ingrid Ramos Ferreira, 41 anos.
De acordo com a Polícia Civil, Ingrid morreu devido a um choque cardiogênico (quando o coração perde a capacidade de bombear sangue em quantidade adequada para os órgãos) provocado pela anestesia aplicada para que o procedimento estético fosse realizado.
O delegado Ângelo Lages, titular da 16ª DP, explicou ainda que a médica assumiu o risco de matar a paciente ao realizar uma lipoaspiração – que é um procedimento invasivo – em um consultório médico e não em um hospital como deve ser feito.
“A INVESTIGAÇÃO DEIXOU CLARO QUE ESSA PACIENTE FOI A ESSE CONSULTÓRIO PRA FAZER O PROCEDIMENTO DE LIPOASPIRAÇÃO, E NÃO APENAS UMA PEQUENA REMOÇÃO DE QUELOIDE”, DISSE ELE AO G1.
