Nesta quinta-feira (14), o cometa K2 passa perto da Terra. No entanto, a notícia não é motivo para preocupação, já que o que é considerado próximo na astronomia, não é pouca distância: o corpo celeste ficará no mínimo a 270 milhões de quilômetros do nosso planeta, ou seja, quase duas vezes mais longe do que o Sol.
O cometa cujo o nome completo é C/2017 K2 (PanSTARRS) foi localizado na constelação de Ophiuchus em maio de 2017, pelo Telescópio Espacial Hubble, entre as órbitas de Saturno e Urano. Desde então, ele vem sendo monitorado.
Cometa que passa perto da Terra é um dos maiores
Segundo os astrônomos, o K2 é um dos maiores cometas ativos já descobertos. Dados do Hubble indicaram, inicialmente, que ele pode ter 18 quilômetros de extensão e uma cauda de 800 mil quilômetros de comprimento.
Mas mesmo assim, conforme os especialistas, não é possível observá-lo a olho nu devido ao pouco brilho. É preciso ao menos o uso de um binóculo potente ou de um telescópio para poder vê-lo.
“O cometa poderá ser observado com o uso de pequenos telescópios ou até mesmo com lunetas, desde que o observador esteja em locais com pouca poluição luminosa. Os observadores que estiverem no hemisfério sul serão privilegiados para observar o cometa em quase toda a noite do dia 14”, explica Marçal Evangelista Santana, do Observatório Nacional.
Nos próximos meses, quando o cometa estará se aproximando cada vez mais do Sol, no chamado periélio, a expectativa é de que ele fique mais brilhante.
O que é um cometa?
Os cometas são formados por gelo, poeira e algum material rochoso, ou seja, são praticamente bolas de neve voadoras. É essa composição que os diferencia dos asteroides, geralmente compostos por materiais rochosos e metálicos.
Sua estrutura é dividida em núcleo e o chamado ‘coma’ ou ‘cabeleira’, que é a cauda do corpo celeste. Mas esse apêndice só ocorre quando ele se aproxima do Sol, que com o calor começa a aquecer e vaporizar o núcleo, liberando gases e partículas de poeira em uma nuvem na atmosfera.
Sendo assim, quando mais perto do Sol, mais partículas de poeira e gases são liberadas, resultando em uma cauda cada vez maior e mais brilhante. Muitas vezes, elas se estendem por milhões de quilômetros com a ajuda dos ventos solares. Consequentemente, quanto mais o cometa se distancia do Sol, a cauda vai desaparecendo até, por fim, sumir.
Do mesmo modo que os planetas, os cometas orbitam em torno do Sol. O mais famoso dos cometas é o Halley, que demora 76 anos terrestres para completar uma órbita em torno do Sol.
