O indígena Tawy Zó’é, de 24 anos, teve que caminhar durante 12 horas com o seu pai nas costas para que fosse possível dar a vacinação da Covid-19 ao homem. O médico Erik Jennings Simões, que estava no local quando os dois estavam chegando, ficou comovido e retirou algumas fotografias da cena. Essa é uma realidade de muitas comunidades indígenas, tanto da Amazônia quanto de outros estados brasileiros.

Vale salientar, entretanto, que a foto já havia sido retirada há um ano e estava guardada somente com o médico. Foi compartilhada nesta semana em suas redes sociais para mostrar a luta que algumas pessoas enfrentam para que estejam protegidas contra o vírus.
Ao todo, o Brasil conta com cerca de 621 mil mortes pela Covid-19 em apenas dois anos de pandemia. O número de casos registrados é de 22,5 milhões, mas especialistas da USP, Universidade de São Paulo, disseram, em entrevista para a CPI durante o ano passado, que era estipulado que o valor real fosse superior a 4 vezes esse. No entanto, os registros não o marcam devido ao fato de que muitos brasileiros e contaminados não irem a um pronto socorro ou atendimento médico quando são infectados.
De acordo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) ou da Fundação Nacional do Índio (Funai), os Zó’é são um povo que fica em poucos contatos com a comunidade externa. E, além disso, estão localizados com mais volume no Norte do Paraná em que ocupam uma faixa de terra semelhante a 669 mil hectares.
