Uma criança de 8 anos denunciou que vinha sendo estuprada pelo marido de uma familiar – há mais de um ano – depois de participar de ações da campanha Maio Laranja, de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O caso foi registrado em São João das Missões, no norte de Minas Gerais. O homem de 43 anos está preso.
De acordo com a Polícia Civil, após ter aulas e palestras sobre o assunto, a menina entendeu que era vítima de estupro e tomou coragem para contar sobre a situação para a mãe.
Ao tomar conhecimento dos crimes cometidos pelo esposo de sua prima, a mulher acompanhou a filha até o Conselho Tutelar da cidade, onde as duas denunciaram o homem. Segundo a criança, o suspeito iniciou os abusos sexuais em janeiro de 2022, quando ela ainda tinha 7 anos. O caso foi então repassado à Polícia Civil.
Conforme o delegado Thales Bustorff, a investigação apontou que o parente se aproveitava das ocasiões em que a vítima ia até sua residência para brincar com sua filha, que também tem 8 anos, para cometer os crimes.
Bustorff ainda explicou que a criança que denunciou os estupros foi submetida a exames médicos que comprovaram o crime.
Antes de ser preso no último sábado (15), e depois de saber que havia sido denunciado, o suspeito chegou a ir até a escola da menina para ameaçá-la. Na ocasião, o homem piscou para a vítima, a pegou no colo e a apalpou.
Também de acordo com o delegado, após esse episódio, ele solicitou a prisão preventiva do homem, que foi autorizada pela Justiça.
Em junho deste ano, uma mãe foi presa em Pitangui, no Centro-Oeste de Minas Gerais, por permitir que a filha fosse estuprada pelo padrasto durante anos. Além da mulher de 45 anos, o padrasto da vítima, de 33 anos, também foi detido.
Em maio, uma mãe foi presa por suspeita de deixar que sua filha, um bebê de 1 e 8 meses, fosse estuprada por um empresário em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
No mesmo mês, uma mãe foi presa por permitir o abuso sexual de sua filha de 11 anos por um homem de 52 na cidade de Ferros, na região Central de Minas Gerais, em troca de bebidas, comidas e outros agrados.
A investigação apontou que a mãe permitia o abuso sexual da filha e encobria a situação para evitar que o pai da menina soubesse. Em troca, ela pedia bebidas, comidas e outros agrados.
